quinta-feira, 8 de junho de 2017

Mais de cem dias, sem governo...


Resultado de imagem para fabio gentilNa primavera de 2016, a popularidade do Clã Gentil crescia mediante ao desgaste político do Grupo Coutinho acumulado ao longo de 12 anos, era notório que seria um pleito acirrado, atípico aos padrões da última década; um grande e moderno cerco de Stalingrado.

Os mais seguros e recomendados termômetros de resultado específico e antecipado, não ousavam insuflar ou tomar partido no duelo entre a representatividade centro-direita e Léo Coutinho, aspirando que a surpresa seria grande protagonista nas eleições realizadas em 2016. E assim foi, Fábio Gentil venceu; por uma mínima diferença diga-se de passagem.

Expandia-se a partir daquele momento o cacife de uma das famílias mais tradicionais no âmbito político do município, o clã revogava a derrota amarga em 2014 e vivia agora o seu maior Best-seller.

Endeusado pela façanha de vencer a supremacia Coutinho, Fábio Gentil se tornou protagonista das mais variadas crônicas e histórias no que diz respeito e despeito de que o impossível era possível; era o epicentro da política estadual, cobiçado pelo mercado comunicativo do estado.

Porém, para vencer, Fábio usou das mais variadas roupagens nos discursos. Creio eu, que Juscelino Kubitschek tenha sido sua maior inspiração, pois mergulhado no populismo, prometeu ser não apenas um bom prefeito, mas o melhor de todos, e logo um novo lema tomava forma: "construir 12 anos em 4 ” desafiava o legado deixado pelo grupo Coutinho e causava inveja a marca presidencial Mineira.

O republicano usou e abusou dos artifícios utilizados nas temporadas políticas da década de 50. Alegava durante os discursos vorazes que a prefeitura teria dinheiro e a ex-gestão que por incompetência não sabia administrar.

Pregava ele propositalmente, uma cidadela com autonomia própria, sem dependência dos repasses e convênios do estado. Logo se sabe, que o prefeito entrou em evidente contradição com o discurso; tendo em vista, que por meio daqueles que extorquem para elaborar matérias tendenciosas, tentou atribuir o caos nos setores essenciais do município de Caxias ao governo do estado, alegando supostos cortes e convênios com o município.

Foi mais além, e com passos mais largos que a perna resolveu prometer que jamais empregaria parentes no primeiro escalão, compromisso desonrado ainda na gênesis da gestão, quando nomeou o irmão como Secretário de Finanças, a prima Secretária de Educação e sua esposa, Secretária de Assistência Social.

Prometeu valorizar as mais diversas categorias do município, entretanto, acabou sofrendo grandes baixas, quando o SINTRAP o denunciou pelo não pagamento de gratificações no fim de janeiro e pelo episódio com a Guarda Municipal ao ser representado pela categoria, a qual alegou o descumprimento da Lei Federal n° 13.022, a qual Dispõe sobre o Estatuto Geral das Guardas Municipais

Posteriormente, Fábio Gentil, como testemunha ocular, acompanhou o estrago que uma pedra faz a uma vidraça administrativa ao assistir um estopim populacional, tudo por conta da falta de material esterilizado na Maternidade Carmosina Coutinho devido a um defeito no equipamento que realiza a função, o que impossibilitou o atendimento dos caxienses que buscam o serviço da meternidade, os quais, por garantia constitucional tem o direito a um serviço básico de qualidade.

Diante do precoce envelhecimento de sua gestão, Fábio anunciou desesperadamente cinco obras para tentar conter o declínio, e acabou esquecendo de mencionar que a reforma referente a Praça Duque de Caxias - localizada no Morro Do Alecrim, é parte integrante das obras de reforma e adequação de logradouros públicos iniciadas e conquistadas pela gestão passada (Leonardo Coutinho), inclusive das praças: três corações, Panteon, Gonçalves Dias e Vespasiano Ramos  por meio do convênio n° 800927 no ano de 2014.

As obras 'faraônicas' anunciadas pelo republicano foram alvos de críticas pelos mais diversos segmentos sociais, inclusive do presidente da AOB,  que por meio de carta aberta a qual tinha como porta bandeira o slogam crítico: "Beleza não põe Mesa", explanou sobre os gastos desnecessários levando em conta a crise dos cem dias nos principais setores da base do governo: Educação e Saúde.

Uma das últimas lambanças da equipe a serviço do clã Gentil, foi o 'erro de digitação’ cometido pela Comissão Central de Licitação referente ao pregão presencial N°068 /2017 , erro o qual coloca o SAAE como responsável pela contratação de empresa especializada para a realização dos festejos juninos, o que contraria a Lei Nº 474 de 7 de dezembro de 1961 de Criação do SAAE, por desvio de finalidade.

Fábio Gentil descartando qualquer ritual de separação de joio do  trigo, pactuou alianças com oligarquias as quais atrasaram o município por décadas. Sua autonomia hoje na prefeitura é minima por consequência do loteamento das secretarias e equalização dos cargos de primeiro e segundo escalão entre as oligarquias de grande e médio porte. Acordos feitos com vereadores é outro fator que impossibilita o republicano de governar com flexibilidade.

O primeiro semestre da gestão do clã gentil é de fato uma versão moderna dos fracassados cem dias de governo do imperador francês Napoleão Bonaparte, na terceira e última fase da revolução  francesa.

O conjunto de posturas do republicano Fábio Gentil, contribuiu para a queda de sua popularidade e o aumento de oposicionistas ao seu governo.

Acredito que não era esse o governo que o republicano almejava quando aspirava controle social e liberdade ideológica pelos poros as mais diferentes camadas da sociedade caxiense.

Desmemoriou ele que um governo não se faz com discursos populistas mas com uma boa equipe de governo e participação popular.

 De: Atila Uchôa






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